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quarta-feira, 25 de março de 2009

Grilo Falante


Grilo Falante é um personagem fictício que apareceu pela primeira vez em 1940 no desenho animado Pinóquio. Ele é um companheiro sábio e bem humorado de Pinóquio em suas aventuras.

Seu nome original Jiminy Cricket era inicialmente apenas um eufemismo para a expressão Jesus Cristo! (Jesus Christ) e devido ao sucesso da mesma, e suas variantes, veio a se tornar o nome do personagem.



A confusão estava armada e ninguém compreendia o que estava acontecendo. Foi aí, então, que apareceu o diretor da escola e começou a por ordem no que parecia ser uma briga, e das boas.

- Sentem-se todos e fiquem calados.

Esta era uma ordem que ninguém ousava desobedecer.

Todos sentados e então a professora começou a narrar o que estava acontecendo na classe.

- Bem - dizia ela - no meio da aula alguém assobia ou então faz um ruído que não consigo identificar, e quando paro para averiguar todos falam ao mesmo tempo. É uma loucura!

- Meninos - disse o diretor - quero um representante aqui na frente para prestar contas comigo e com a professora.

Ninguém levantou.


- Ouviram minha ordem?

- Siiiim. - responderam todos.

- E por que ninguém se levantou?

- Não sabemos...

- Como não sabem?

- Quero um de vocês aqui agora!

Nada acontecia. Então a professora falou novamente:

- Crianças, por favor, obedeçam ao senhor diretor.

- Estamos obedecendo - disseram.

- Como? Perguntou ela.

- Estamos sentados e devemos permanecer calados...

Nesta altura o diretor estava furioso.

- Tudo bem, tudo bem - disse bufando - ordem suspensa.




Imediatamente todos se levantaram e começaram a falar juntos, num alvoroço danado. Quando o diretor e a professora já iam tomar outra providencia, ouviu-se um estrondo vindo da janela.

- O que foi que aconteceu?

O silêncio foi imediato.

- Nada senhor diretor, apenas conseguimos fazer o grilo ir para fora pela janela.

- Grilo! Que grilo?

- O que estava incomodando a professora. Era um grilo falante e muito esperto. Custou mas ele saiu da classe, agora está lá fora.

O diretor coçou o queixo, olhou para a professora e disse:

- Bem professora, volte a aula agora e só me chame se o grilo falante voltar.

Lá atrás, nas últimas carteiras, um menino falava:

- chii, quietinho agora senão vamos ter que te colocar do lado de fora, entendeu?

E o grilo pulava dentro da caixinha que era do apagador de lousa da professora, é claro.

- Coisas de meninos. - pensava ela. E voltou para sua mesa resmungando:

- Grilo falante, onde já se viu!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pocahontas


Pocahontas (c. 1595 - 23 de Março de 1617) foi uma índia que casou com o inglês John Rolfe, tornando-se uma celebridade no fim de sua vida. Era filha de Wahunsunacock (conhecido também como Powhatan), que governava uma área que abrangia quase todas as tribos vizinhas na região de Tidewater, no estado de Virgínia (chamada naquele tempo de Tenakomakah). Seus verdadeiros nomes eram Matoaka e Amonute; Pocahontas era um apelido de infância. A vida de Pocahontas deu margem a muitas lendas. Tudo que se sabe sobre ela foi transmitido oralmente de uma geração para outra, de modo que seus pensamentos, seus sentimentos e sua origem histórica permanecem muito desconhecidos. Sua história se transformou num mito romântico nos séculos seguintes à sua morte, incluindo um filme da Disney (Pocahontas) e também no filme O Novo Mundo (The New World) (2005), dirigido por Terrence Malick e estrelado por Colin Farrell e Christian Bale.

Vida

Pouco se sabe sobre a infância de Pocahontas. Ela era filha do chefe Powhatan com uma de suas várias esposas; foi afastada de sua mãe após seu nascimento, como era tradicional com as esposas de Powhatan

Pocahontas teria tido um romance com o capitão da marinha inglesa John Smith. No entanto, não existem relatos que confirmem a veracidade deste facto.

Durante sua estada em Henricus, Pocahontas encontrou-se com John Rolfe, que caiu de amores por ela. Rolfe, cuja esposa e filha tinham falecido, tinha cultivado com sucesso uma nova espécie de tabaco em Virgínia e tinha gasto muito de seu tempo lá para a colheita. Ele era um homem muito religioso que se angustiava com as potenciais repercussões de casar com uma selvagem. Em uma longa carta dirigida ao governador, pediu permissão para casar-se com ela, relatando seu amor por ela e sua crença de que ela poderia ter sua alma salva. Ele alegou que não estava somente movido "pelo desejo carnal, mas pelo bem desta plantação, pela honra de nosso país, pela Glória de Deus, pela minha própria salvação... ela se chama Pocahontas, a quem dirijo meus melhores pensamentos, e eu tenho estado por tanto tempo tão confuso, e encantado por esse intricado labirinto...". Os sentimentos de Pocahontas sobre Rolfe e a união são desconhecidos. Casaram-se em 5 de abril de 1614. Viveram juntos nos anos seguintes na plantação de Rolfe, Varina Farms, que estava localizada ao lado do James River, na nova comunidade de Henricus. Tiveram um filho, Thomas Rolfe, nascido em 30 de janeiro de 1615. Sua união não obteve sucesso no sentido de trazer o cativos de volta, mas estabeleceu um clima de paz entre os colonos de Jamestown e a tribo de Powhatan por muitos anos; em 1615, James Habor escreveu que desde o casamento "nós tivemos um amigável comércio não só com os Powhatans como também com todas aqueles que estavam em nossa volta


Os responsáveis pela colônia de Virgínia encontravam dificuldade em atrair novos colonos para Jamestown. Com o objetivo de encontrar investidores para assumir os riscos, usaram Pocahontas como um jogo de marketing, tentando convencer os europeus de que os nativos poderiam ser domesticados; buscavam desse modo salvar a colônia. Em 1616, os Rolfes viajaram para a Inglaterra, chegando no porto de Plymouth e dirigiram-se para Londres em Junho de 1616. Foram acompanhados por um grupo de 11 nativos. Pocahontas entreteve várias reuniões da sociedade. Ao chegar, O rei não queria recebê-la formalmente. Por isso, Smith, que estava em Londres, ao saber disso, escreveu uma carta ao rei contando como Pocahontas havia salvo-os em Jamestown, da fome, frio e da morte. O Rei, por causa disso aceita recebê-la. Pocahontas e Rolfe viveram no subúrbio de Brentford por algum tempo. Em março de 1617, tomaram um navio e retornaram à Virgínia. No entanto, o navio havia somente chegado à Gravesend, no Rio Tamisa, quando Pocahontas ficou doente. A natureza da doença é desconhecida, mas pneumonia, varíola ou tuberculose são os diagnósticos mais prováveis. Ao desembarcar, ela morreu. Seu funeral ocorreu em 23 de Março de 1617, na paróquia de Saint George, Gravesend. Em sua memória, foi erguida em Gravesend um estátua de bronze em tamanho real.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Peter Pan


Peter Pan é um personagem criado por J. M. Barrie, que começou como uma peça de teatro, de um livro para crianças e de várias adaptações destes. O personagem é um pequeno rapaz que se recusa a crescer e que passa a vida a ter aventuras mágicas.
Barrie inventou Peter Pan quando contava histórias aos filhos da sua amiga Sylvia Llewelyn Davies, os Llewelyn Davies boys, com quem mantinha uma relação de amizade muito especial embora ambos fossem casados.




O nome provém de duas fontes: Peter Llewelyn Davies, o mais novo dos rapazes naquela época e de Pan, o malévolo deus grego das florestas. Poucos anos após a morte de seu marido, Sylvia Davies morreu de câncer e Barrie foi nomeado co-tutor dos rapazes, sem adotá-los oficialmente.

Há também quem sugira que a inspiração para o nome tenha sido o irmão mais velho de Barrie, David, que morreu acidentalmente patinando no gelo, quando tinha apenas 13 anos afetou profundamente a mãe deles. De acordo com Andrew Birkin, autor do livro J. M. Barrie and the Lost Boys, foi "uma catástrofe inacreditável da qual ela nunca se recompôs... Margaret Ogilvy retirou conforto da noção que tendo David morrido tão jovem, permaneceria um rapaz para sempre. Barrie buscou nessa idéia a inspiração".


Capa do livro "Peter e Wendy" (1915)Peter Pan apareceu pela primeira vez ao mundo em 1902 num livro intitulado The Little White Bird, uma versão ficcionada da relação de Barrie com as crianças de Sylvia Davies e que foi adaptada ao teatro numa peça chamada Peter Pan, or The Boy Who Wouldn’t Grow que estreou em Londres em 27 de dezembro de 1904.

Em 1906, a parte do livro The Little White Bird que fala de Peter Pan foi republicada com o título Peter Pan in Kensington Gardens, com ilustrações de Arthur Rackam. Em 1911, Barrie fez outra adaptação que chamou de Peter and Wendy, mas que normalmente é chamada simplesmente de Peter Pan.

Em Kensington Gardens (Londres) existe uma estátua de Peter Pan tocando flauta.

O filme Em Busca da Terra do Nunca com Johnny Depp retrata essa história sobre como a peça "Peter Pan" foi criada, mostrando as relações entre James M. Barrie e os garotos Davies, desde o início até a realização da peça.

Há quem diga que Barrie inventou o nome Wendy. Na verdade, o nome já era usado tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido, ainda que raramente. As histórias de Peter Pan popularizaram o nome, principalmente no Reino Unido. O nome Wendy está relacionado com o nome galês Gwendydd (pronunciando-se Gwen-deeth) e foi usado por Barrie numa época em que os nome galeses começavam a estar na moda na Inglaterra.

A principal temática da história de Peter relaciona-se com o crescimento (ou não), querendo o personagem manter-se sempre criança, para assim evitar as responsabilidades da vida adulta. A Síndrome de Peter Pan tornou-se um termo psiquiátrico usado para descrever um adulto que receia os comprometimentos e/ou se recusa a agir conforme a sua idade.

Os beijos de Wendy, o desejo de Peter em ter uma menina da sua idade que pudesse ser a sua mãe, os sentimentos conflituosos para com Wendy e Sininho (ambas representando diferentes arquétipos de mulheres) e o simbolismo da sua luta com Hook(Capitão Gancho) (tradicionalmente protagonizado pelo mesmo actor que representa o pai de Wendy)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Pinóquio


As Aventuras de Pinóquio é título definitivo da obra de literatura infantil do escritor italiano Carlo Lorenzini, sob o pseudónimo de Carlo Collodi.

A história de Pinóquio
Diferentemente das versões amplamente divulgadas, a história original de Pinóquio narra sua evolução de simples boneco para merecedor da condição de "ser humano". A seguir, um resumo dos 36 capítulos.

Mestre Cereja, um carpinteiro, toma dum pedaço de pau, comum, para fazer uma perna de mesa, mas, ao tocar com a machadinha, ele respondeu. Prestes a crer estar ficando maluco, recebe uma insperada visita.
Bonecos de madeira, um souvenir, na ItáliaChega o Mestre Gepeto, que ignora a existência de um pedaço de pau falante. E Mestre Cereja o presenteia para o seu amigo Gepeto. Isso se dá não sem as provas de mútua amizade: Gepeto tem o apelido de Polentinha, por conta da cor estranha de sua peruca. Chamado pelo apelido que odeia pelo pedaço de pau, discutem ambos, surram-se a valer, jurando em seguida continuar tão bons amigos por toda a vida. Gepeto vai-se, sonhando transformar o pau num belo boneco.
Em sua "rica" mansarda, Gepeto dá início ao labor. A sala tem uma lareira, pintada. Sobre esta, uma chaleira ferve... mas também é pintada. Gepeto decide logo pelo nome: "Quero chamá-lo Pinóquio. Este nome lhe dará sorte. Conheci uma família inteira de Pinóquios: - era Pinóquio pai, Pinóquia, a mãe, Pinóquios, os filhos (...) O mais rico deles pedia esmola." À medida que trabalha, o pedaço de pau reage: os olhos piscam, mal feita a boca e esta dá-lhe língua. Feitas as pernas, e Pinóquio foge correndo para a rua. Capturado, arma um escândalo. Gepeto é preso.
Pinóquio volta para casa, sozinho. Um grilo falante surge e dá-lhe conselhos. Pouco tolerante a tais imiscuências em sua curta vida, Pinóquio atira-lhe um martelo e esmaga-lhe a cabeça.
Sentindo fome, o boneco encontra um ovo. Mas, ao romper a casca para fritá-lo, sai um pintinho que ganha o mundo, feliz da vida.
Esfaimado, sai Pinóquio à rua, pedindo comida... ganha um belo dum banho frio. Era pleno inverno, o boneco acende um fogareiro para se aquecer. Assim, esquece os pés de madeira no fogo. Ao raiar o dia, Pinóquio acorda com uma voz chamando na porta: é Gepeto quem volta.
O bom velhinho pede ao "filho" que lhe abra as portas. Pinóquio inventa que seus pés foram comidos por um gato. Para aplacar a fome do boneco, dá-lhe três pêras que trazia para seu próprio almoço.
Gepeto faz novos pés e vende seu próprio capote para com o produto comprar uma cartilha: Pinóquio lhe promete ir à escola. Vendo o sacrifício do bondoso pai, o boneco salta-lhe ao pescoço, beijando-lhe efusivamente o rosto.
O boneco sai para seu primeiro dia de aula, pleno de sonhos: num dia, quer aprender a ler, no outro, a escrever; no terceiro, os números... Mas, no caminho, escuta uma musiquinha alegre. Desviando-se do rumo, chega a um local onde se anuncia o Grande Teatro dos Bonecos de Pau. Pinóquio vende sua cartilha para comprar o ingresso.
Polichinelo e Arlequim representam no palco quando este último reconhece o boneco de pau, e todos os bonecos festejam a presença do "irmão". Surge o diretor Come-fogo e pendura o boneco num prego. Com uma grande barba negra e olhos vermelhos, brande um chicote com o qual apavora todos os bonecos. Durante o jantar, ordena aos bonecos da trupe que lhe tragam Pinóquio: quer usá-lo como lenha.
Come-fogo dá um espirro, ao ouvir os gritos de Pinóquio.
Collodi e seu bonecoO espirro é sinal de que sente compaixão. Come-fogo resolve então lançar Arlequim às chamas, mas o boneco oferece-se em sacrifício, para salvar o amigo. Come-fogo fica condoído e poupa a ambos.
No dia seguinte o diretor do teatrinho chama Pinóquio. Quer saber quem era seu pai e qual sua profissão: "É pobre" - responde-lhe. Come-fogo dá-lhe 5 moedas de ouro para que leve a Gepeto. No caminho Pinóquio encontra-se com a Raposa e um Gato cego. Tão cego que engole um melro num bote. Levando o boneco na conversa, convencem-no que deve plantá-las para que venham a render duas mil e quinhentas iguais - e o ingênuo fantoche esquece-se dos planos que fizera de dar um novo capote ao pai, comprar uma cartilha...
Antes de irem ao local do plantio, passam no albergue do "Caranguejo Vermelho", uma estalagem onde todos comem fartamente, às expensas de Pinóquio, pois seus amigos não fariam a desfeita de pagarem o jantar. Querem encontrá-lo num "campo dos Milagres", e o boneco parte na escuridão. Uma voz o alerta para não confiar nos que prometem riquezas da noite para o dia: é o espírito do Grilo-falante.
Pinóquio segue adiante. No escuro, é atacado por dois mascarados. O boneco esconde as moedas na boca, e nada o faz abri-la. Escapando-lhes, sobe num pinheiro. Ateiam fogo à árvore. Pinóquio foge novamente, saltando um fosso, onde caem os dois perseguidores. Mas nada os faz parar.
Chega finalmente a uma casa, onde encontra uma menina. Ela informa que todos os moradores, inclusive ela, morreram - é uma linda menina de cabelos azuis. Pinóquio, apesar de falar com uma morta, vai pedir ajuda, mas é brutalmente agarrado pelo pescoço: são os perseguidores que o alcançam e, esperando que abra a boca, enforcam-no num grande carvalho. Pinóquio agoniza.
A menina de cabelos azuis, pedindo a um falcão que use seu bico, liberta Pinóquio de sua morte certa. O boneco é levado pelo cão Medoro, cocheiro da menina, para o interior da casa. Ali é atendido por 3 médicos: um Corvo, uma Coruja e um Grilo-falante. Os doutores divergem se o boneco está vivo ou morto, até que do leito o boneco emite um soluço: "Quando o morto chora, é que está em vias de curar-se" - vaticina o médico Corvo.
Pinóquio recusa-se a tomar um remédio amargo, mas aceita o açúcar primeiro. Surgem, então 4 coelhos vestidos de coveiros e, com medo da morte, ele toma o remédio. A menina pede e o boneco narra-lhe suas desventuras, mas tanto inventa que o seu nariz cresce a cada mentira... Envergonhado, ele tenta fugir, mas o nariz não deixa que passe pela porta.





Depois de muito chorar, a menina bate palmas e mil pássaros bicam-lhe o narigão até devolver-lhe a forma original. A menina diz que seu pai está vindo a seu encontro, e ansioso o boneco parte para encontrá-lo no caminho. Em vez de Gepeto, encontra a Raposa e o Gato... Estes de novo o convencem a ir plantar as moedas no Campo dos Milagres. Atravessam uma estranha cidade, chamada "Agarra-pepinos", cheia de sórdidos moradores. Chegam a um campo, e ali Pinóquio semeia suas moedas. Seus amigos se retiram, para cuidar da própria vida...
Pinóquio volta à cidade, esperando o tempo para sua maravilhosa colheita. Mas não há a tal árvore e, ao cavar o local da sementeira, nada encontra. Um papagaio ri-lhe da ingenuidade e revela o engodo dos meliantes. Revoltado, o boneco volta à cidade e denuncia ao juiz, que era um grande gorila, o roubo. A sentença foi imediata: Pinóquio é condenado a 4 meses de cadeia. Por sorte o rei daquela cidade festeja uma vitória, e todos os prisioneiros são libertos.
Pinóquio corre feliz, pensando em rever a menina de cabelos azuis. Mas pára, assustado: encontra uma gigantesca cobra. O boneco pede licença, mas nada. Quando vai finalmente, passar pela serpente, esta dá um bote. Pinóquio cai de cabeça para baixo, enfiando-se na lama - e o réptil morre de tanto rir! Segue, então, sua viagem, mas a fome o faz entrar numa fazenda para colher uvas. Pinóquio fica preso numa armadilha para pegar raposas.
Capturado pelo lavrador, este prende o boneco numa coleira, a fim de substituir o cão-de-guarda (chamado Melampo) que morrera, mandando-o vigiar.
Duas horas de sono e é acordado por 4 raposas que chamam por Melampo: o cão era-lhes cúmplice dos roubos. Pinóquio as prende no galinheiro e dá o alerta. Em recompensa, é posto em liberdade.
Voltando a correr rumo à casa da menina de cabelos azuis, Pinóquio finalmente chega, descobrindo que sua amiga está morta "de dor por ter sido abandonada por seu irmão Pinóquio". Um enorme Pombo surge, à sua procura, para informar que Gepeto fizera um barco e partia no oceano a fim de encontrar o filho desaparecido. O Pombo carrega o boneco em suas costas e ao chegar à praia, vê apenas um ponto ao longe. Pinóquio atira-se nágua para salvar o pai.
Após nadar por toda a noite, na manhã seguinte avista terra. É uma ilha que, informado por um "peixe" (um golfinho, em verdade), tem aldeias. O "peixe" também conjectura que Gepeto deve ter naufragado, e sido engolido por um grande tubarão que ronda aquela área. Pinóquio encontra a "Aldeia das Abelhas Laboriosas". Pinóquio pede esmolas e recusa trabalho, mas acaba por ajudar uma mulher que carregava vasos de água, recebendo comida em pagamento. Na casa dela, reconhece a fadinha de cabelos azuis.
Pinóquio revela à fada seu sonho de ser como gente. Então a fada promete-lhe conceder esse sonho, se for um menino bondoso. O boneco jura que tudo fará para conquistar essa dádiva.
O boneco vai para a escola, fazendo-se bom aluno. Apesar disso, cultiva amizades com moleques. Um dia, estes o convencem a faltar à aula para, na praia, verem um tubarão que morrera ali.
Na praia nenhum tubarão havia, e Pinóquio luta com os moleques. Um caranguejo adverte-os, sem sucesso. Um dos moleques alveja o boneco com um livro, mas, desviando-se, quem é atingido foi outro menino, Eugênio, que cai feito morto. Ao socorrer o garoto, soldados prendem Pinóquio. Este foge correndo, e os soldados soltam um cachorro para o capturar.
O cão, de nome Alidoro, persegue o boneco, ambos levantando uma nuvem de poeira. Fugindo para a praia, Pinóquio salta na água, mas Alidoro não sabia nadar e cai ao mar. Pede socorro e o fantoche salva-o. Depois, volta para o mar e entra numa gruta onde vira uma fumaça. É pescado pela rede de um monstro verde, que esfomeado aprecia a pescaria até deparar-se com aquele estranho animal, que imagina ser um caranguejo, depois um raro-peixe boneco. Apesar das súplicas, passa farinha em Pinóquio e vai jogá-lo à frigideira...





Naquele exato momento, entra na gruta um cão faminto. O pescador tenta afugentá-lo, mas uma vozinha suplica: "Salva-me, Alidoro". Pinóquio foi salvo pelo agora amigo, e cada um tomou seu rumo. Pinóquio sabe que o menino ferido se recuperara, por um velho. Conta-lhe mentiras a respeito de si mesmo, e sente o nariz crescer; fala a verdade, e volta ao normal. Voltando à casa da Fada, Pinóquio é recebido por uma Lesma enorme, que leva toda a noite para abrir a porta. Impaciente, chuta a porta e fica com o pé preso. Sentindo fome, a Lesma lhe traz a comida que era de gesso, papelão e mármore. Pinóquio jurou à Fada que se comportaria - e por um ano inteiro efetivamente cumpriu a palavra: até boas notas tirou. A Fada, vendo aquilo, prometeu-lhe, um dia, que "Amanhã seu desejo será realizado". Tudo certo, mas...
Mas o boneco sai para convidar os amigos, a fim de verem sua transformação. Encontra seu amigo Romeu, mais conhecido por Pavio, e este lhe fala da "Terra dos Brinquedos" - um lugar onde não se estuda, nem trabalha... apenas se brinca. Fiel a suas resoluções, Pinóquio nega-se a ir, mesmo quando ouvem o som da carruagem que recolhe as crianças vadias...
Doze burrinhos puxam a carroça, iguais aos burros normais, menos pelos pés, calçados com chinelos. Meninos de 8 a 12 anos festejam, Pavio insiste e o boneco termina por embarcar. Sem lugar, monta num dos burricos, mas este resiste, e até lhe fala para arrepender-se. Um homenzinho conduz o carro, e no dia seguinte chegam ao lugar prometido, onde as crianças eram livres para tudo fazer. A farra dura-lhes 5 meses, até a manhã em que Pinóquio acordou com uma grande surpresa. Constata Pinóquio que lhe nasceram orelhas de burro. E com Pavio dá-se o mesmo. Aos poucos vão se transformando em burricos até não mais falarem. Quando zurram, desesperados, surge novamente o cocheiro.
O Homenzinho, com face de leite e mel, era um monstro que seduzia meninos incautos. O burrico Pinóquio é vendido e trabalha duro. Seu dono é o Diretor de um circo de cavalinhos, e ele passa a ser a principal atração. Durante o espetáculo, vê a Fada na platéia. Zurra e apanha. A Fada desaparece e ele, num salto, cai, ficando irremediavelmente manco. Sem serventia para o espetáculo, é vendido para um coureiro. Este amarra uma pedra ao pescoço do animalzinho, jogando-o de um penhasco ao mar para morrer afogado - e depois lhe tirar a pele.
Quando puxa de volta a corda, o coureiro dá de cara com um boneco! Os peixes haviam comido sua "casca" animal. Salta na água e foge a nado. Avista, depois de algum tempo, um rochedo sobre o qual vê uma linda cabritinha, que lembra a menina dos cabelos azuis. Mas surge o gigantesco Tubarão, o "Átila dos peixes", e o boneco é engolido. Na escuridão da barriga monstruosa, uma voz grossa dialoga com ele: é um Atum, que espera resignado a digestão. Vê então o boneco uma luz ao fundo já que, sem a cauda, mede o Tubarão 1 quilômetro.
Ao aproximar-se vê um branco velhinho sentado a uma mesa, a comer peixinhos vivos: era Gepeto. Feliz reecontro de pai e filho! Pinóquio conta-lhe sua aventuras, e decide que devem fugir. Vão para a bocarra do monstro - este, já velho e asmático, dormia de boca aberta. Mas o animal espirra e são lançados de novo para dentro. Voltam a sair e, com o pai aos ombros, o boneco salta na água.
O boneco nada até faltarem-lhe as forças. Pai e filho estão a morrer quando uma voz é ouvida: era Atum, que imitara o amigo, fugindo. Montados nele, chegam enfim à praia. Vão caminhando devagar por uma estrada. Encontram dois seres desfigurados: eram o Gato e a Raposa: um de tanto fingir, ficara cego de verdade; a outra, até a cauda vendera. Seguindo, encontram uma bela cabana. Descobrem que o morador nada mais é que o Grilo-falante, que apesar do ocorrido, recebe-os. Gepeto é deitado numa cama, e o boneco sai para conseguir leite com um criador chamado Giângio. Este exige cem baldes de água, em troca - e o boneco trabalha para conseguir - o trabalho até então era feito por um burrico... exatamente Pavio. Pinóquio realiza, todos os dias, esse trabalho; e faz cestos para vender e assim sustentarem-se. Juntou dinheiro e decide comprar roupas. A caminho, encontra a Lesma, que lhe informa estar a Fada doente num hospital, sem nem ter o que comer. Pinóquio dá-lhe o dinheiro e promete sempre trazer mais. Voltando, trabalha ainda mais que antes. Ao dormir, sonha com a Fada que, dando-lhe um beijo, elogiou sua nova conduta. Acordando, sente Pinóquio não ser mais um boneco: havia se transformado em menino de verdade. Olhando em volta, a cabana havia se transformado numa bela casa. Onde guardava seus trocados, moedas de ouro. E o doente Gepeto, alegre e forte, o esperava numa sala. Curioso com a súbita mudança provocada pelo bem que praticara, pergunta a seu pai onde estava o velho Pinóquio de pau.
E lá estava ele, apoiado a uma cadeira, a cabeça virada de lado, braços pendentes, pernas cruzadas. Pinóquio admira-o e, finalmente, conclui:
– Como eu era engraçado, quando era boneco de pau! E como estou contente agora, por ter virado menino de verdade!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Rapunzel


Rapunzel é um conto de fadas compilado no livro Contos para a infância e para o lar, dos Irmãos Grimm.

Rapunzel é criada numa imensa torre, prisioneira do mundo, por uma bruxa malvada. O cabelo da menina nunca é cortado e é conservado como uma gigantesca trança. Um dia, um príncipe passando pelo local, ouve Rapunzel cantando, e decide salvá-la das garras da bruxa. Ao enfrentar a vilã, é castigado com uma cegueira total. Mas, no final da história, sua visão é recuperada pelas lágrimas da amada, e o casal se casa e conseguem o esperado final feliz.

A história
Um casal sem filhos que queria uma criança vivia ao lado de um jardim murado que pertencia a uma bruxa. A esposa, no fim da gravidez, viu uma árvore com suculentos frutos no jardim, e o desejou obsessivamente, ao ponto da morte. Por duas noites, o marido saiu e invadiu o jardim da bruxa para recolher para a esposa, mas na terceira noite, enquanto escalava a parede para retornar para casa, a bruxa apareceu e acusou-o de furto.

O homem implorou por misericórdia, e a mulher velha concordou em absolvê-lo desde que a criança lhe fosse entregue ao nascer. Desesperado, o homem concordou; uma menina nasceu, e foi entregue à bruxa, que nomeou-a Rapunzel. O nome da planta que o marido robou.

Quando Rapunzel alcançou doze anos, a bruxa trancafiou-a numa torre alta, sem portas ou escadas, com apenas um quarto no topo. Quando a bruxa queria subir a torre, mandava que Rapunzel estendesse suas tranças, e ela colocava seu cabelo num gancho de modo que a bruxa pudesse subir por ele.

Um dia, um príncipe que cavalgava no bosque próximo ouviu Rapunzel cantando na torre. Extasiado pela voz, foi procurar a menina, e encontrou a torre, mas nenhuma porta. Foi retornando frequentemente, escutando a menina cantar, e um dia viu uma visita da bruxa, assim aprendendo como subir a torre.

Quando a bruxa foi embora, pediu que Rapunzel soltasse suas tranças e, ao subir, pediu-a em casamento. Rapunzel concordou. Juntos fizeram um plano: o príncipe viria cada noite (assim evitando a bruxa que a visitava pelo dia), e traria-lhe seda, que Rapunzel teceria gradualmente em uma escada. Antes que o plano desse certo, porém, Rapunzel tolamente delatou o príncipe. Na primeira edição dos Contos de Grimm, Rapunzel pergunta inocentemente porque seu vestido estava começando a ficar apertado em torno de sua barriga, revelando tudo para a bruxa (que soube que Rapunzel estava grávida, o que significava que um homem se encontrara com ela). Em edições subseqüentes, Rapunzel perguntou distraidamente por que era tão mais fácil levantar o príncipe do que a bruxa.

Na raiva, a bruxa cortou cabelo de Rapunzel e expulsou-a da torre, e lançou um feitiço, para que ela vivesse em um deserto. Quando o príncipe chegou naquela noite, a bruxa deixou as tranças caírem para transportá-lo para cima. O príncipe percebeu horrorizado que Rapunzel não estava mais ali; a bruxa disse que nunca mais a veria e empurrou-o até os espinhos de baixo, que o cegaram.


Durante meses ele vagueou através das terras infrutíferas do reino, e Rapunzel mais tarde deu à luz duas crianças gêmeas. Um dia, ela estava bebendo água e começou a cantar com sua bela voz de sempre. O príncipe ouviu-a e encontrou-se com ela. As lágrimas de Rapunzel curaram a cegueira, e a família foi viver feliz para sempre no reino do príncipe.